Na juventude a música serve como um aliado para expressar sentimentos. Nessa fase de construção de identidade, os jovens encontram nas melodias uma maneira de expressar o que sentem e refletir sobre os rumos da vida. E na maioria das vezes, quanto mais alto, melhor.
Antigamente era moda possuir rádios com caixas de som grandes e potentes e tinha até gente que saia na rua curtindo o som com o rádio sobre os ombros na maior marra. Foi então que na década de oitenta surgiram os rádios portáteis, tocadores de fita (walkman) e de cd (diskman). O som agora podia ser ouvido individualmente através de fones que chamavam a atenção com suas tiaras largas e almofadas que cobriam praticamente toda a orelha.
Em seguida surgiram os fones intra-auriculares, que não tinham arco e nem almofadas. Pequenos e bem desenhados, se encaixavam perfeitamente no ouvido. Depois da evolução dos fones, foi a vez dos aparelhos de som, que diminuíram de tamanho significantemente na virada do século. Pequenos, discretos e modernos, os leitores de MP3 fizeram o maior sucesso, oferecendo qualidade sonora e praticidade. Os celulares também evoluíram para atender a esta demanda. Com a nova onda da discrição, o “style” foi parar dentro do bolso. Para mudar esta realidade, uma nova tendência surgiu nos Estados Unidos e os fones de ouvido assumiram a função de estilizar. No Brasil, segundo especialistas esta ideia ainda engatinha, mas ganha cada vez mais adeptos que utilizam o fone como um acessório de moda. O designer Ivan Jaddou foi além e criou um conceito de fones de ouvido que mudam de cor de acordo com a preferência do usuário. Os periféricos, que funcionam em um sistema sem fio via Bluetooth, têm uma interface de touchscreen integrada para facilitar a troca de cor. A escolha da cor é realizada através de toques na área externa dos próprios fones. E quem pensa que são apenas algumas opções, está profundamente enganado: o acessório suporta um enorme espectro de cores, em uma palheta semelhante à de editores de imagem. Além de ser compacto, confortável e recarregável através de entradas USB, o produto ainda é compatível com um aplicativo de iPhone que regula automaticamente as mudanças de cor baseando-se em tags de sentimentos (raiva, paixão, ansiedade, alegria etc.) relacionados às músicas.
Em contrapartida, nem tudo é só alegria quando o assunto é música. A revista “International Journal of Audiology” publicou um estudo sobre este assunto realizado com 289 adolescentes entre 13 e 17 anos. Foi constatado que 80% deles usam fones de ouvido frequentemente. Um índice de 21% afirmou ouvir música entre uma e quatro horas por dia. Outros 8% declararam utilizar os fones por mais de quatro horas consecutivas. O resultado? Em média, 25% dos participantes estão sobre sério risco de perder a audição. Há modelos de fones que chegam a 129 decibéis, enquanto que o máximo indicado é de 80db.
A sugestão dos especialistas é que se ouça os fones utilizando no máximo a metade do volume, mas para aqueles que gostam de som alto e não querem ter problemas, pesquisadores afirmam que é possível subir até 70% do volume máximo por um período de quatro horas e meia por dia. Um aumento para 80% do total reduz o prazer em ouvir música a somente 90 minutos diários para não causar danos à saúde.
Thaila Alff | Redação MBCV