Vencendo a omissão

O praticar a Verdade faz parte do exercício da prudência e o prudente põe em prática todo o conhecimento. Eu estava meditando sobre isso e conclui que o diabo nunca desiste de nós. Primeiro ele faz de tudo para que fiquemos aquém do que deveríamos, atrapalhando de todas as formas, para não praticarmos a Palavra. Mas se você é persistente, fiel e deseja crescer no conhecimento da Verdade, ele também não desiste. Como? Empurrando você para o outro extremo, fazendo-o ir além do que o Senhor realmente determina. A estratégia é essa: procura deixar os omissos aquém e os espiritualistas além. A vitória sempre vai depender do nosso equilíbrio. De certa forma, o pecado da omissão é o que parece menos perigoso, mas só parece! Então, vamos aprender a vencê-lo.

A omissão desqualifica, empobrece e ainda tira a vida eterna. No momento, o “não fazer” parece inofensivo, porque afinal, não se está fazendo nada de errado. Mas deixar de fazer o que é certo é um problema de igual proporção. Fé, muitos dizem, pensam e até têm, mas a fé sem obras é morta. A colheita vem depois. Como resolver isso? 

1º) Declarando a fé (II Co 4:13) - Precisamos declarar a nossa fé. Mas será que só a declaração de fé resolve? Resolve se você declarar Jesus como Senhor e Salvador e sua vida se encerrar em seguida. Pronto, você foi salvo. Lembra do ladrão pendurado na cruz? Ele creu em Jesus e foi salvo porque não teve tempo de descer e continuar vivendo. A simples declaração de fé resolve, no momento, um problema interior do seu relacionamento com Deus. Cancela o seu passado e lhe dá condições de recomeçar. Mas não é suficiente, caso você pretenda desfrutar muitos anos de vida ainda.
 
 2º) Andando por fé (II Co 5:6) - Paulo pede que tenhamos bom ânimo. Você sabia que o ânimo e a disposição é que o leva à ação? A sua fé mostra a vida que tem pelo seu ânimo e mostra a sua inoperância pelo desânimo. Jesus declarou isso para as pessoas que vinham a Ele com fé: “Filho(a) tem bom ânimo, a tua fé te curou (...) te salvou”. Se você não cultivar um bom ânimo, a sua fé não funciona nem para curas, nem para milagres, nem para bênçãos. Tem gente que faz questão de andar cabisbaixo e tristonho só para mostrar que é crente. Ora, tristeza não é sinônimo de humildade, é manifestação de derrota. Precisamos ter sempre bom ânimo para que a nossa fé comece a ter resultados.
 
3º) Exercitando a fé (Tg 2:12) - Assim falai, assim procedei. A maneira como eu ajo vai determinar se eu receberei bênção ou maldição, aprovação ou reprovação. Eu serei julgado pela lei da liberdade, não pela lei Mosaica. A lei Mosaica julgava os erros cometidos, a lei da liberdade julga as oportunidades perdidas, julga aqueles que não sabem viver na graça, não sabem usufruir e ser produtivos, não sabem ou não querem investir. Se você é uma pessoa de fé, torne-a coerente com  sua maneira de agir. Fale, mas proceda. Faça sua parte que o Senhor confirmará.
Se sua fé não tem obras, será que você é salvo? Quanto tempo a sua fé vai lhe manter se sua vida não tem obras? A pessoa cuja fé tem obras não se desvia. Já, a que não tem obras não permanece muito tempo na igreja, porque gradativamente vai perdendo a motivação, a alegria e o brilho. A igreja não faz diferença na vida dela porque ela não faz diferença para a igreja através do seu serviço. Assim como o corpo sem o espírito é morto, também a fé sem obras é morta. 
 
Fé sem prática é fé telepática. Como é a bênção neste tipo de fé? Fictícia. E olha que há muita ficção no meio dos evangélicos! Sonham com avivamento sem transformação de vida, quando o avivamento é a materialização da bênção de Deus na sociedade, na família, no indivíduo. Alguém que esteja “avivado” se transforma visivelmente em uma pessoa melhor. 
 
Cuidado com a omissão. Se você não é feliz, é porque você não pratica o bem, não procura o melhor, não serve. Aquilo que você sabe e pode fazer, você tem feito? “Ah, mas eu não sinto...” esta história de viver pelos sentimentos vai lhe tornar um inútil. Tome cuidado, porque enganoso é o coração. Num dia “Jesus é tudo pra mim”, no outro: “será que vale a pena?”. O coração deve estar sob o domínio da Palavra.
 
 
Um abraço afetuoso, 
Ap. Nelsi Rorato. 
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