Você sabe o que é síndrome de Guillain Barré? Pois é. Nem eu sabia. Não tinha a mínima ideia até o dia em que ela se instalou no organismo de minha filha Priscila, uma jovem saudável de 20 anos. Os sintomas começaram com formigamento nas mãos e nos pés. De repente começaram dores nas pernas, nas panturrilhas, cansaço e certa dificuldade em fazer caminhadas longas. A dor aumentava consideravelmente e as forças diminuíam cada vez mais! Então tivemos um susto: seu rosto deformou e suas forças diminuíram a ponto de não conseguir mais caminhar sozinha.
Em meu coração tinha uma certeza: não perder o foco! Estávamos na total dependência de Deus e algo em nós dizia que tudo seria passageiro. Quanto tempo? Não sabíamos, mas tínhamos paz!
Na tomografia não apareceu nada. Já havia se passado 10 dias. O neurologista pediu novos exames. Então veio o resultado da ressonância: nada. Glória a Deus! - mas minha filha estava numa cadeira de rodas! Dr. Roberto Gallo, (nosso anjo), nos atendia com todo carinho e preocupação, sem nos assustar em nenhum momento. Enfim, por uma eletroneuromiografia veio o resultado: Síndrome de Guiliam Barré.
Tratamento? Hospital e uma medicação importada caríssima, disponível em poucos hospitais. Fomos para Porto Alegre para tentar baixá-la. E Deus agiu. Minha filha foi atendida e imediatamente encaminhada para a emergência. Foram sete dias de internação, com observação 24h por dia. No terceiro dia os movimentos começaram a voltar.
A doença Guillain Barré, que vai anulando a pessoa através do sistema nervoso, é contraída através de uma bactéria alimentar, ou uma gripe mal curada, ou herbicidas. Após o tratamento hospitalar, o organismo pode ser totalmente recuperável com fisioterapia e outros exercícios, mas já soubemos de muitos casos em que não houve sucesso na recuperação.
Priscila já voltou a caminhar, recuperou o paladar, o tato nas mãos e pés, seu rosto voltou ao normal ainda no hospital. Seus nervos se contraem e o corpo vai dando sinal de volta a vida (Ez. 37 – impossível não lembrar desta passagem!). Milagre? Sim, não tenho dúvidas disso. Vivemos uma experiência tremenda de fé prática. Deus cuidou da minha filha desde o começo evitando o pior. Tudo aconteceu no tempo Dele e a Ele somos eternamente gratos!
Sirlei Rorato
Professora e Coord. Admin.