Sendo solidários em todo tempo

Ser é diferente de fazer. Ser é melhor do que fazer.

A melhor coisa é ser solidário. Costumo dizer que quem não é solidário acabará ficando solitário. Assim: se você não tem o hábito de dar, acostume-se com a ideia de acabar sozinho, sem nada a receber. Isso o assusta? Que bom, porque ainda é tempo de aprender, afinal, você está vivo e enquanto há fôlego de vida, há esperança e renovação das misericórdias divinas sobre você.

Aqui no MBCV nós temos diversos expedientes para quem quer aprender, na prática, a ser um doador, a ser uma bênção, uma solução em prol de uma causa maior que não a sua própria. O Natal solidário é um exemplo. Achamos pertinente engajar toda igreja nesse período, porque as pessoas estão naturalmente mais propícias a olhar o próximo, a doar, a “fazer o bem sem olhar a quem”.

É bom lembrar, entretanto, que o trabalho social que fazemos não limita-se apenas ao dia 24 de dezembro, dia da distribuição das cestas, mas o fazemos durante todo ano. Uma vez que o trabalho social faz parte do tripé da nossa visão ministerial que busca ser solução nas 03 áreas da vida: espiritual, social e material, já é cultura estabelecida há muito tempo entre nós.

Essa prática nos torna mais santos e nos coloca mais perto de Deus? Não. Não o fazemos para barganhar com Deus em troca dessa ou daquela bênção. Fazemos porque não poderíamos ser Igreja se não o fizéssemos.

Entendemos nossa irmandade em Cristo e que, como família, precisamos apoiar uns aos outros, ser suporte uns dos outros, ajudar o mais necessitado entre nós.

“Onde está o teu irmão?” Perguntou Deus a Caim. Nossa resposta pode ser como a dele: “que me importa? Não sou guardador do meu irmão!”, ou, podemos fazer como Jesus, que enxergou o próximo, importou-se com o pobre, o doente, o necessitado.

Parafraseando o Cristo, “amar apenas quem nos ama é fácil demais”. Então, amar quem nem ao menos conhecemos é muito difícil? É. Tanto que a tendência natural (carnal) de quem está iniciando nessa prática do “amor incondicional” é facilitar esse caminho. No caso das doações, doando coisas tão inúteis que nem o próximo mais necessitado saberia o que fazer com elas.

Estou falando de roupas velhas, sujas, eletrodomésticos estragados, alimentos vencidos. Ficou surpreso, estarrecido, com vergonha alheia? Perdoe minha transparência, mas ainda tem algo pior: brinquedo quebrado, sem conserto. Teria o suposto doador ao menos imaginado a pobre criancinha recebendo e abrindo seu presente? Canalhice.

Por tudo isso, mas principalmente porque somos seres humanos sempre inclinados ao erro, é que consolidamos por aqui a cultura de ensinar. Afinal, cada um de nós - eu, você - viemos com bagagens diferentes, culturas errantes, sabíamos nada ou muito pouco a respeito da cultura do Reino de Deus. Só que esse Reino glorioso tem cultura própria, e se queremos viver nele, precisamos conhecê-la, vivê-la, praticá-la.

Nessa cultura, a manifestação do amor de Deus em nossas vidas não é pra ser compartilhada apenas com os que nos amam, mas com todos que cruzarem nosso caminho. Ele nos direciona para atender não aos desejos, mas às necessidades que conseguirmos detectar, sendo solução onde estivermos. Por isso falamos de coisas práticas, como por exemplo, a qualidade de uma doação. Pode haver ensino mais prático?

Jesus diz que aquele que ouve uma instrução e não a pratica, a vida irá cobrar, pois as crises vêm para justos e injustos. O que faz a diferença da pessoa se manter em pé é o que ela pratica daquilo que ouve, o quão fundamentada ela está nos princípios de Deus. Você é do time que pensa que fundamentos são ensinamentos grandiosos? Mas lembre-se também dos pequeninos.

Cada vez que você abençoa o seu próximo, que decide por um caminho menos fácil, porém, correto; que deixa seus julgamentos de lado para ouvir e compreender... são fundamentos que estão consolidando sua fé. Você a desenvolve dia após dia com suas escolhas e decisões. Não se apavore com o tanto de coisas que você já ouviu ou já sabe e o risco de esquecê-las...

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Nisso temos o melhor Ajudador de todos os tempos, o Espírito Santo, sem o qual seria impossível nos ajustarmos aos padrões de Deus. Quer sejam grandes ou pequenos.

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A vida é bem prática; primeiro aprendemos, depois praticamos o que aprendemos; depois ensinamos; depois administramos; depois monitoramos e por fim, damos assistência. Logo, não podemos viver sozinhos, quem vive para si não se encaixa na cultura do Reino. Já quem desenvolve essa ótica de vida, vai descansar em paz.

Deus se agrada quando vê seus filhos praticando o bem, desenvolvendo sabedoria, inteligência, cumprindo o propósito, vencendo na vida. Deus declara o que é bom para o homem: praticar a justiça. Mas cuidado com a religiosidade, que ensina a fazer as coisas para obter do Senhor alguma bênção. Barganha. “Amuletagem”. No Reino de Deus não funciona assim. Viva dentro de Seus preceitos que a bênção o acompanhará naturalmente.

Se você quiser saber mais, aproxime-se. Se você sente que tem inclinação para trabalho social, aproxime-se. Se você tem o hábito de doar nessa época do ano, seja dinheiro, alimentos, brinquedos, etc., aproxime-se. Faço o convite para que você conheça de perto esse trabalho, e, quem sabe, pode até ser a ponte que vai levá-lo a conhecer O verdadeiro motivo de toda lida: Jesus.

Um abraço afetuoso.

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