Quem é responsável pela educação?

Educar é um processo desafiador, que envolve diversas esferas da sociedade. Costuma-se dizer que a educação começa em casa. Essa afirmativa tem em si muito sentido, porém, há outros componentes para além do lar, que interagem nessa vivência dinâmica.


A educação é um aspecto da vida humana, que faz referência aos valores culturais, sociais, morais e éticos aprendidos ao longo da vida. Tais conceitos são internalizados desde a infância, e passam a influenciar o modo de vida da pessoa. Essa formação se inicia no ambiente familiar.

A escola, enquanto instituição, também se faz presente nesse processo. Porém, a principal característica atribuída à escola se refere à educação no aspecto acadêmico. Socialmente, cabe à escola a responsabilidade de compartilhar os conhecimentos produzidos, promovendo, através de demandas pedagógicas, a formação curricular e acadêmica do aluno.


Essa divisão, acerca dos papéis da família e da escola na educação, se dá para facilitar a compreensão, pois, na prática, tais responsabilidades se atravessam. O Estado também ocupa um papel educativo, por meio de projetos e leis que visam moldar a conduta dos sujeitos.

Quando alguma dessas instituições, seja a familiar, escolar ou política, é omissa, em cumprir efetivamente com suas atribuições, o sujeito tende a ter maiores dificuldades em seu desenvolvimento. Quando a família não estabelece vínculos saudáveis, não investe o tempo e os recursos necessários na relação afetiva, não estabelece valores morais e éticos adequados para a vida em sociedade, é muito provável que se desenvolvam sujeitos com grandes dificuldades de relacionamento e interação social.


Na mesma medida, quando a escola não cumpre com suas atribuições, poderá gerar pessoas incapazes de compreender satisfatoriamente o que acontece ao seu redor. Isso pode influenciar a percepção dos fenômenos sociais e históricos, bem como tornar mais limitadas as possibilidades em relação ao mercado de trabalho. Na atualidade, a formação acadêmica pode ser determinante para a qualidade de vida.


Quando o Estado fracassa nas suas atribuições, a sociedade sofre, pagando um preço alto. Isso exige que se estabeleçam articulações para que novos modos de organização surjam. A questão não se resume à existência de leis que normatizem a vida, mas fala das condições estruturais que o Estado precisa oferecer aos cidadãos, para que esses possam viver bem e produzir melhor. Atualmente, as perspectivas, infelizmente, são negativas em relação ao que o poder público oferece para a educação.


O que pode ser feito, diante desse quadro?


Alguns aspectos são fundamentais para que a pessoa se desenvolva bem. Quando falamos em educação, falamos da vida inteira, considerando que estamos sempre aprendendo coisas novas, revendo valores e mudando conceitos. Isso independe da idade.


A família precisa estar consciente das suas atribuições e deveres. Não adianta colocar a responsabilidade do ensino de valores morais e éticos exclusivamente sobre a escola ou Estado. A visão de mundo que um ser humano constrói inicia em casa. E cabe ao ambiente familiar proporcionar aos seus membros um espaço que seja referência de respeito e convívio, desenvolvendo assim bons cidadãos para o mundo.


A escola, por sua vez, contribui para fortalecer comportamentos que são esperados socialmente. Nesse sentido, escolher uma instituição que trabalhe de forma ética pode ser decisivo para a formação. Uma escola com bons recursos didáticos, boa estrutura física, proposta pedagógica competente, com valores claros e acordados aos padrões da família, certamente potencializará o desenvolvimento da criança e do adolescente.


O Estado pode favorecer o surgimento e o estabelecimento de políticas que fortaleçam a família, a escola, e valores éticos que favoreçam a vida em sociedade. O poder público precisa reconhecer e assumir suas atribuições, empenhando esforços para oferecer qualidade de vida para população. As igrejas, de modo geral, são instituições que contribuem nesse processo coletivo, seja por meio de projetos sociais, ou por ter presentes em seu discurso princípios de vida que favorecem a todos.


Claro, em todo esse processo há aspectos subjetivos, características pessoais de cada pessoa. Por vezes, a pessoa rompe com os valores que aprendeu e reinventa seu modo de vida. Isso pode ser adequado e saudável, dependendo do que fora anteriormente aprendido.


O que pode acontecer se os pais não cuidarem de suas famílias, a escola não tiver o mínimo de estrutura, e no estado não houver condições de atender às necessidades da população? Manaus nos deu um exemplo! A execução de centenas de prisioneiros evidencia que a articulação entre essas instituições pode ser decisiva para a vida. O propósito não é encontrar culpados, mas alternativas. O que podemos fazer para evitar que situações absurdas como aquela se repitam?


É preciso investir em educação: dentro e fora de casa. Investir na relação familiar, nos afetos, nas conversas, nas brincadeiras em família. É preciso investir em princípios e valores! Na escola, é preciso investir em qualidade, em propostas, em novas formas de ensinar que alcancem a realidade dos alunos. No Estado, é preciso investir em políticas que fortaleçam essas instituições, e evidenciem que uma vida regida por princípios é sempre melhor. Talvez isso possa começar pelos governantes. Até lá, precisamos começar em casa, afinal, essa responsabilidade é pessoal.


Contato: jonas.fm.filho@gmail.com

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