Amém! Amém?

Pois, tantas quantas forem as promessas de Deus, nele está o sim; portanto é por ele o amém, para glória de Deus por nosso intermédio”. (2 Co 1.20)

Impressiona por sua especificidade característica, o uso que Jesus faz do termo “Amém”. A palavra é muito conhecida, tanto em hebraico, quanto aramaico (āmēn), e grego, e constitui uma confirmação solene do que foi dito, principalmente em um contexto litúrgico (culto) formal.

A tradição dos evangelhos de Jesus oferece um testemunho claro, de que Ele usava o termo sistematicamente nos meus ensinamentos. Entretanto, Ele o empregava de modo bem diferente. Enquanto que, no uso regular, “Amém” afirmava ou endossava as palavras de um terceiro, na tradição de Jesus o termo é usado sem exceção, para introduzir e endossar as palavras do próprio Jesus, ou seja, suas convicções.

Esse emprego bem peculiar não foi atribuído aos primeiros cristãos, mas diretamente a Jesus. Ele usou o “Amém” para chamar a atenção antecipada dos seus ditos, e fixar as verdades que estava ensinando. Toda a vez que vemos a expressão “em verdade em verdade te digo...”, que aparece cerca de 59 vezes nos evangelhos, o texto original diz: “Amém, Amém”. Significando: se firmem sobre as palavras que eu vou dizer ou declarar, e as tenham como verdade absoluta.

O “Amém”, em Jesus, servia para antecipar a fixação das verdades no íntimo de cada ouvinte. Segundo Joachim Jeremias, teólogo e biblicista alemão, o termo foi repetido exaustivamente por Jesus, trazendo um significado que não encontra analogia, nem em toda a literatura judaica, nem nos demais livros do Novo Testamento.

Os evangelhos nos apresentam mais esta particularidade de Jesus. Um Mestre que expressava mediante o termo “Amém”, a alta valorização e sentido de verdade que tinha sua palavra.

Não se trata apenas de um “assim seja”, ou uma afirmação de concordância em relação ao que se ouve, mas, sim, uma absorção de algo entendido como verdade para a vida, daquilo que estamos ouvindo na ministração da Palavra.

Quando expressarmos o nosso “amém”, não seja este uma expressão de religiosidade ou de tradição, mas seja a introjecção de que aceitamos a verdade proposta, e nos comprometemos a colocar em prática, senão, não é amém. Pense nisto, é muito sério! Amém! Amém?

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