Igreja Perseguida: cristianismo de alto risco

A cada 6min, um cristão é morto por defender sua fé

Você anda livremente pelas ruas de sua cidade, vestindo a camiseta do seu ministério. Pode frequentar os cultos conforme desejar, e neles age com liberdade: faz anotações enquanto ouve a pregação, bate palmas, ergue as mãos e louva no volume que preferir. Se quiser ler sua bíblia nos aeroportos brasileiros, enquanto espera seu voo, não enfrentaria problema algum.


Nada lhe impede também de falar do amor de Jesus a um colega de trabalho, ou ainda ao desconhecido na parada de ônibus. Mas se confessar sua fé lhe rendesse duras penas? Se o simples fato de citar o nome de Cristo resultasse em um mandato de prisão? Se sua família fosse perseguida por cultuar a Jesus em secreto? E se não abrir mão de ser cristão lhe custasse a própria vida?


Para nós, que temos toda esta liberdade religiosa, fica difícil imaginar a realidade dos cristãos perseguidos. Segundo relatório World Watch List 2017, publicado em janeiro pela organização Portas Abertas, 215 milhões de pessoas são perseguidas nos 50 países pesquisados, sofrendo opressão, abuso, discriminação, marginalização, tortura e morte.


A Coreia do Norte, pelo 15º ano consecutivo, é o local com as piores condições no mundo, para os cristãos. Outro estudo, divulgado mês passado pelo Centro Studi sulle Nuove Religionii afirma que em 2016, 90 mil pessoas perderam suas vidas por Cristo, uma média de uma morte a cada 6 minutos (!). Não há previsão para os cristãos terem uma vida estável, segura e pacífica, e mesmo assim muitos seguem firmes e intrépidos diante do propósito.


O fato de estarmos distantes desta realidade não pode ser um motivo para nos mantermos indiferentes à Igreja perseguida. Então, o que você e eu podemos fazer por estes cristãos? A primeira ação que podemos desenvolver é orar. Clamar a Deus. Se colocar na brecha, como intercessor dos cristãos perseguidos, é um ato que, felizmente, AINDA está ao nosso alcance.


Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário demandar muito tempo para orar. Com qualidade e inteireza de coração, alguns poucos minutos são capazes de gerar um grande impacto espiritual.


Outra iniciativa seria doar. Use seus recursos para ajudar aqueles que distribuem bíblias, acolhem estrangeiros e proclamam a paz. E se viável for, e se houver em você disposição para ser um missionário, porque não ir ao encontro destes irmãos? A fé e a perseverança da Igreja Perseguida fortalecem a nossa fé, e nos dão coragem para permanecermos firmes.


Se lhe falta coragem, saiba que ainda assim não só é possível, mas também necessário que você mesmo se levante como um missionário – exatamente no lugar onde você está, sem precisar cruzar o mundo. Isto é, entender que você integra uma Igreja “missional”, que compreende seu espaço na sociedade, cumpre seu dever, e é sinalizadora do Reino de Deus entre os homens.


Para revigorar uma igreja é necessário recuperar o "propósito de Deus". Segundo o pastor Rick Warren, da Igreja da Comunidade do Vale Saddleback, "uma igreja sem propósito e missão torna-se eventualmente um pedaço de museu das tradições de ontem". Nada desencoraja uma igreja mais do que não saber por que ela existe.


Na contramão daqueles que lutam por suas convicções até a morte, está um novo personagem: o evangélico não praticante. São cristãos que são melhores em escapismos do que em desenvolver uma estratégia para levar o evangelho (Boas Novas) ao mundo. O egoísmo impede o ser humano de ver a necessidade do próximo, muitos privatizam a fé e lotam igrejas em busca de espiritualidade sem religião.


De fato, a salvação pertence a Jesus, mas o testemunho dela pertence à igreja – e você e eu somos esta igreja. Se cumprirmos nossa missão com uma pitada da coragem dos cristãos perseguidos, muitas vidas se renderão a Cristo através do nosso testemunho.


E isso, sem que seja necessário arriscar a própria vida – mas se preciso fosse, você estaria pronto? Enquanto esse tempo não chega, que possamos apoiar e sustentar aqueles que, de boa vontade, tem desbravado as fronteiras.


* A Pra. Eliane Salles é Diretora do Ministério Internacional JUAD.


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