Mães na atualidade

Há alguns anos, o papel da mulher como mãe era ficar em casa cuidando dos afazeres domésticos. A mulher era a responsável por cuidar da educação dos filhos, participar das reuniões escolares, cuidar da alimentação da família, enfim, era ela quem cuidava da casa e dos filhos.


Somente na década de 70, a mulher passou a se inserir gradativamente no mercado de trabalho. A mulher casada e com filhos foi se inserindo de forma mais lenta do que as demais. Com essas mudanças, as mulheres começaram a fazer duas coisas ao mesmo tempo, ou seja, trabalhar e cuidar da casa. Conforme algumas pesquisas, as mulheres ainda continuam sendo as principais responsáveis pelas atividades domésticas e por cuidar dos filhos, o que pode acarretar uma sobrecarga.


Com tantas atividades e responsabilidades, as mães nos tempos de hoje se deparam com um grande desafio: o de conseguir conciliar trabalho, casa, filhos, marido e além de tudo isso, cuidar de si. Qual mãe nunca sentiu aquele sentimento de culpa? Pensamentos que surgem: “Será que estou sendo boa mãe?”, “Será que o que estou fazendo é certo?”.


A mulher, hoje, se sente cobrada tanto profissionalmente, por ter que contribuir financeiramente no lar, quanto por suas atividades domésticas. No entanto, a pergunta que se faz é: Quem nos cobra tanto? Em muitos casos, a resposta é: nós mesmas! Pensamos que temos de ser perfeitas em tudo e, além disso, somos julgadas por ser ou não boas mães.


Para alguns, a mãe perfeita é aquela que fica em casa cuidando dos filhos, das tarefas domésticas e do marido, mas essa, muitas vezes, se culpa por achar que não está bom assim. Para outros, é aquela que trabalha o dia inteiro, tem uma estabilidade financeira e ajuda nas contas do lar, porém, esta mãe se culpa por não ter tempo suficiente com os filhos.


A questão está em quais crenças temos a respeito do que é ser uma boa mãe. Se pensamos que nunca está bom o suficiente, jamais ficaremos satisfeitas. Você pode largar o seu trabalho para ficar como os filhos o dia inteiro e, mesmo assim, não estar bom.


O que se desconhece muitas vezes, é que o mais importante está no tempo de qualidade dedicado aos filhos. A mãe pode ficar um dia inteiro em casa e não estar presente com seu filho, porque precisa lavar a louça, estender a roupa, fazer a comida e assim por diante.


O fato de estar em casa não significa dedicar um tempo de qualidade. Ter uma profissão não está relacionado só a necessidades financeiras, mas a questões emocionais, tais como, sentimento de independência, autonomia, satisfação pessoal e autoestima.


Portanto, se a mulher optar por ficar em casa, e não estiver satisfeita consigo mesma, também acarretará prejuízos na relação com os filhos. Por outro lado, algumas mulheres se sentiriam melhor estando em casa com seus filhos, seriam satisfeitas e felizes com esta opção. Não há uma regra, apenas não precisamos nos sentir culpadas com as escolhas que fazemos.

Gostaria de compartilhar uma pesquisa realizada pela Universidade de Havard nos Estados Unidos. O estudo foi realizado em 24 países durante o período de 2002 e 2012 e constatou que crianças que tem mães que trabalham fora geram filhos mais responsáveis e autônomos. Segundo as pesquisas, as filhas de mulheres que trabalhavam fora podem receber salários mais elevados do que aquelas cujas mães ficaram em casa em tempo integral. Os homens criados por mães que trabalham são mais propensos a contribuir para as tarefas domésticas, e passar mais tempo cuidando de membros da família.


Portanto, precisamos entender que a diferença está na qualidade de tempo que damos aos nossos filhos, estando o dia inteiro em casa ou trabalhando fora. Certo dia, meu filho de quatro anos me chamou para brincar com ele. Sentei ao lado dele enquanto brincava, mas não larguei o celular. De repente, ele me olha e diz: “Mãe você não vai largar o celular? Assim você não está brincando comigo”. Na mesma hora, eu ri e percebi o tamanho da verdade que ele falou.


Muitas vezes achamos que estamos dando um tempo de qualidade aos nossos filhos, sem perceber que é um autoengano. Ficar no celular, assistindo televisão, trabalhando de alguma forma ou pensando em afazeres do dia seguinte significa que você não está inteiramente presente naquele momento. Criança precisa de carinho, amor e afeto, não somente da sua presença física. Além disso, independente do tempo que tenha com seus filhos, se não estiver satisfeita consigo mesma, ficará dificil proporcionar a eles o que necessitam.

*Pra. Graziela é do Chefe Funcional do JUAD no MBCV Portão e Acadêmica em Psicologia pela Feevale.

Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square
Sobre nós

A igreja precisa ter suas convicções firmadas nos princípios da Palavra, com uma postura ética e coerente com aquilo que propõe para a sociedade. 

Esperamos por Você

(51) 3582-3620
R. Sobradinho, 301

Novo Hamburgo/RS 

comunicacao@mbcv.org

CNPJ - 919952410001-73

© 2018 por Comunicação e Marketing MBCV