Relacionamentos: descartar ou reciclar?

Você decide!


Se a tinta da caneta acaba, você a joga fora e compra uma nova, certo? E se um anel de ouro quebrar, você o descartar com a mesma facilidade? A resposta é óbvia: certamente o encaminharia para o conserto! O que te move a consertar o anel de ouro, mas se desfazer da caneta? O valor. É o valor que aquilo tem para você que define o que deve ser descartado ou consertado.


Você há de concordar comigo que constituir uma família é um dos tesouros mais valiosos que se pode agregar nesta vida. Mas se o casamento é algo tão precioso, por que vemos tantos relacionamentos descartáveis?


Transferimos o desapego dos descartáveis às pessoas. Para quê “consertar” meu cônjuge, se posso conhecer uma nova pessoa? Vivemos um tempo de homens e mulheres hedonistas (que vivem em busca exclusivamente do seu prazer pessoal) e egocêntricos (voltados para o seu próprio umbigo).


Casamento é a união de duas pessoas com diferentes culturas, sonhos, vivências e desígnios, que se unem com o objetivo de se tornarem um. Não pense que essa mistura é simples de fazer. Casamento não é igual aos romances de hollywoodianos.


Casar é uma das mais complexas experiências da vida. Pare de achar que a grama do vizinho é mais verde que a sua! Sabe aquele “casal perfeito” que você conhece? Não é perfeito de fato!

Todos os casais passam por tempestades, a diferença está em como encaram tudo isso. Casamento não é receita de bolo, mas ouso aqui sugerir algumas atitudes para reciclar seu relacionamento:


1. DESCUBRA SUA INDIVIDUALIDADE: antes de tudo você precisa conhecer a si mesmo para depois se unir a outra pessoa.


2. ASSUMA SUA ESSÊNCIA: homem e mulher são seres distintos, a essência de cada um é diferente, justamente para completarem um ao outro. Duas pessoas não podem dirigir um carro ao mesmo tempo. Deus colocou o homem no volante, então, mulher, não queira ser você o “cabeça do lar”, dê espaço para seu marido ser o que Deus o criou para ser. Homens, honrem, valorizem e respeitem suas esposas, elas são as pessoas mais capazes de potencializar seu sucesso.


3. PARE DE COMPETIR: cônjuges não são adversários, mas integrantes de um mesmo time. Pare de competir para ver quem é o melhor, quem ganha mais, quem organiza melhor da casa, quem tem o melhor trabalho, quem cuida melhor dos filhos, quem tem mais ministério. Seja inteligente, a vitória de um é a vitória de todos!


4. USE O EFEITO BUMERANGUE AO SEU FAVOR: saiba que você não casou para ser feliz, mas para fazer o outro feliz. Como? Descubra as linguagens de amor[1] do seu cônjuge (toque físico, palavras de afirmação, tempo de qualidade, atos de serviço e presentes) e comece se comunicar com ele desta forma. Tudo o que fizer voltará para você. É a lei da semeadura.


5. TENHA INTIMIDADE EMOCIONAL: quanto tempo faz que você não fita os olhos do seu cônjuge? Ao não desenvolver a intimidade emocional, você abre brechas para que outras pessoas assumam seu lugar. A maior parte dos adultérios acontece por carência: mulheres que encontram em outro homem o elogio que deveriam ouvir do marido; homens que tem o ego acariciado por outras mulheres, enquanto deveriam ser impulsionados por suas esposas. Dê atenção, observe o que agrada, despenda tempo para rir e chorar junto, cultive seu relacionamento com carinho.


6. TENHA O CÔNJUGE QUE VOCÊ SEMPRE SONHOU: observe seu cônjuge – ele é exatamente quem você o motiva a ser. As palavras têm poder! Abençoe seu marido/esposa com encorajamento, ouse declarar atributos que ele ainda não tem. Seja o impulso para o seu crescimento.


7. FUJA DA ROTINA: tudo que cai na mesmice perde a graça. Surpreenda, faça algo inesperado, dê um abraço em um momento qualquer, quebre a rotina propondo novidades.


8. DÊ O PRIMEIRO PASSO: ao invés de ficar esperando a mudança, mude você. Tenha a humildade para dar o primeiro passo, se analise e mude você primeiro.


9. NÃO DEIXE A ADMIRAÇÃO MORRER: aprenda a falar com jeitinho aquilo que não te agrada. É preciso verbalizar, ninguém tem bola de cristal para adivinhar o que lhe causa insatisfação no relacionamento.


10. DECIDA AMAR: amor não é um sentimento. Amar é a decisão de fazer para o outro o que você gostaria que fizesse para você. Não venha com essa de “o amor acabou”. O que acaba é a disposição de amar.


Ao fazer cópias da bíblia, quando chegavam ao momento de escrever o nome de Deus, os escribas utilizavam uma pena de ouro, não apenas por reverência, mas para ter certeza que aquela pena que escreveu o nome de Deus jamais seria colocada fora. Que Deus lhe abençoe para que seu cônjuge se torne esta indispensável “pena de ouro” a escrever a sua história de amor.

*Thaila é Ministra de Louvor e Supervisora do Grupo Vocal JUAD

[1] Conceito extraído do livro “As 5 linguagens do amor”, de Gary Chapman

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