A âncora da Alma

Forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta; a qual temos por âncora da alma, segura e firme...” - Hb 6.18-19


Viktor E. Frankl costumava perguntar a seus pacientes que sofriam de tormentos grandes e pequenos: “Por que não opta pelo suicídio?”


Ele relata acerca de dois homens que, em conversas, haviam manifestado intenções de suicídio. Ambos alegaram da maneira típica que ‘nada mais tinham a esperar da vida’. Importava mostrar a ambos que a vida esperava algo deles, e algo na vida, no futuro, estaria esperando por eles. E, de fato, revelou-se que por um deles havia um ser humano esperando: seu filho, ao qual idolatrava, ‘esperava’ pelo pai no exterior. Pelo outro ‘esperava’ não uma pessoa, mas um objeto: sua obra.


O homem era cientista e publicara uma série de livros sobre determinado tema, a qual não estava concluída e aguardava a sua conclusão. E para essa obra este homem era insubstituível, não podia ser trocado por outro.


O homem pode viver até 40 dias sem comida, 3 dias sem água, 8 minutos sem ar, mas apenas 1 segundo sem esperança. A ausência de esperança faz com que a alma adoeça e morra.


Há um quadro notável de um pintor chamado Frederick Watts. O quadro chama-se “Esperança”. Watts pintou uma mulher de olhar triste e desanimado, sentada no alto do globo terrestre. As costas estão curvadas como se carregasse um fardo insustentável. O olhar de desespero estampa-se no seu rosto…


Numa das mãos da mulher, Watts pintou uma lira. Mas há um detalhe nesse instrumento que o pintor desejou ressaltar: todas as cordas estão quebradas menos uma. Quando alguém contempla esse quadro, logo lhe surge a pergunta: “por que Watts lhe chamou Esperança e não Desespero?”


A resposta está na única corda da lira que ainda não se quebrou. A esperança é a corda não quebrada. Sem esperança a alma adoece e morre.


Não é sem razão que Dante Alighieri escreveu que na porta do inferno há uma inscrição: “Deixai toda esperança, ó vós que entrais”. Para este poeta italiano o desespero é a essência do inferno.


O poeta barroco W. F. v. Hohberg escreveu: “Quando tormenta futura um marinheiro percebe, lança a âncora e se amarra nela. Portanto, quando uma alma se fortalece no consolo divino, a cruz, nem aflição, nem medo podem movê-la”.

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