Unidade: o que dá a liga?

Mesmo sendo muitos, precisamos ser um.


“Para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste”. - Jo 17.21.


Esta é a igreja de Cristo, a manifestação de amor no mundo e pelo mundo. Em João 17.23, Jesus faz referência à unidade coesa: “Eu neles; tu em mim; eles em nós; para que sejam aperfeiçoados na unidade”. A única apologia que o Evangelho apresenta é a do poder, e da evidência simples do amor.


Unidade x Uniformidade - Seguidores de Jesus Cristo não são como blocos de madeira cortados com exatidão precisa, e com detalhes. Nossa unidade não está fundamentada em uma teologia de vestir, falar, ou sermos parecidos. Não fomos criados como robôs ou clones.


Em vez disso, Deus quer usar as qualidades únicas de cada indivíduo para avançar no evangelho do Seu reino. Cristo revela nossas diferenças únicas, e molda-nos na unidade. As diferenças não são removidas, mas são misturadas pelo Sua obra maravilhosa! A unidade significa que honramos nossas diferenças e trabalhamos juntos, apesar delas.


A uniformidade oferece uma “pseudo-unidade”. Afinal, é possível construir algo (mesmo um ministério) na uniformidade, e chamá-lo de unidade, quando, na realidade isso não acontece. Uma igreja com uniformidade reúne pessoas dos mesmos estratos socioeconômicos, a mesma origem cultural, a mesma etnia e as mesmas aspirações sociais. Uma uniformidade maçante é indesejável! “Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz”. - Ef 4.3


Somos parte de um todo - sem dúvida é desafiador afirmar a pluralidade da unidade, mas quando vivida em plenitude, é uma força que concentrada e com foco - muda o mundo! O catedrático em filosofia e ética, SAVATER (2005, p. 38), professor e jornalista, corrobora o que afirmamos, pois, para ele, "ninguém é sujeito na solidão e no isolamento, sempre se é sujeito entre outros sujeitos: o sentido da vida humana não é um monólogo, mas provém do intercâmbio de sentidos, da polifonia cor".


Tudo o que fazemos como instituição MBCV, cada ministério que criamos, cada expediente, programa, projeto, tem como fim oferecer à comunidade um espaço de pertencimento. À medida que a pessoa passa a conhecer o amor de Deus, por meio de Sua Palavra e da convivência com os diferentes, ela é capaz de construir um amor gerador de poderosas atitudes.


Diversidade e unidade na igreja: sinal de maturidade - "Então, sendo muitos, somos um corpo em Cristo e cada um dos membros um do outro”. - Rm 12.5. Há espaço para a diversidade na Igreja de Cristo, para formas variadas de adoração, para exibições variadas de doutrina, para métodos variados de aplicação da Palavra, segundo cada faixa-etária.


A igreja deve ansiar por reunir pessoas que são diferentes umas das outras. Esse olhar de amor com a comunidade, na qual a igreja está inserida, atesta à maturidade, quando esta é geradora de solução para os problemas.


É fácil conviver e amar os iguais - cristianismo pleno é amar os perdidos, oprimidos, abandonados e esquecidos, escravos dos vícios nas mais diferentes esferas, evidenciando o evangelho de Cristo tão desgastado pelas divisões. Cristo livremente transcendeu essas distinções, ultrapassando todas as fronteiras de gênero, geográficas e culturais sem causar desconfortos.


Ele criou e ama TODAS as pessoas, morreu por nós e está povoando o céu com gente de todas as tribos, línguas e nações. (Ap. 5.9). De fato, nossa unidade é mais pronunciada quando nos deparamos com pessoas que não são como nós, pois a essência de nossa unidade - Cristo - é exibida.


“Não há judeus ou gregos, escravo ou livre, masculino ou feminino; Pois vocês são todos um em Cristo Jesus.” - Gl 3.28. O amor é a cola que nos liga - a igreja se torna eficiente à medida que oportuniza que cada pessoa possa colocar suas virtudes e dons a serviço do próximo.


A unidade cristã inclui amor afetuoso, não apenas sacrifício através de atitudes obrigadas. À medida que os cristãos se amam com o amor de Deus, as divisões começam a cessar e a unidade se desenrola.


Talvez fosse mais apreciável relacionar-se com pessoas serenas, e que lhe valorizassem a altura do que você merece; filhos que reclamassem menos; alunos menos ansiosos; ou ainda colegas de ministério menos competitivos. Existem pessoas complicadíssimas, mas que são amadas e respeitadas por Jesus.


Sigamos Seu exemplo! Se trabalharmos juntos, o fruto da unidade crescerá, e permanecerá alcançando e transformando gerações.


Ame, além das fronteiras da conveniência. Sirva, atendendo indistintamente a todos.

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