Falar de brincar é falar de escola

As formas de aprender vêm mudando ao longo dos últimos anos. Não só temos mais acesso às informações, mas a vivência e o contato com diferentes tecnologias colocam questões importantes acerca dos métodos utilizados pela escola para o processo de aprendizagem dos alunos.

O que nossas crianças fazem na escola? Como podemos identificar se estão obtendo aprendizagens significativas ou não? Ainda preservamos vivos alguns conceitos nos quais o aprendizado ocorre com uma série de padrões como silêncio, ordem, registro etc. Contudo, os novos estudos da neurociência da educação mostram que a concentração da criança nem sempre vem com a quietude. Algumas se concentram com o movimento, com a música, com o toque.

No evoluir da criança, primeiro são desenvolvidos os circuitos cerebrais mais simples, de modo que até os sete anos, a criança estará continuamente em intensa atividade motora. Saber disso, nos conduz para uma prática docente em que a criança seja instigada a pensar com o corpo todo, envolver todos os seus sentidos em seu processo de aprendizagem.

Devemos lembrar que a primeira infância da criança é o momento em que esta fará apropriação do mundo que a cerca, e se descobre o mundo tocando nas coisas, ficando curioso e “sendo” as coisas. Aí entra o papel do brincar. No brincar, a criança expressa toda a possibilidade que conhece de estar no mundo, e tendo a possibilidade de se pensar e pensar o mundo ao mesmo tempo.

Com este viés, falar de brincar é falar de escola e de aprendizagem também. O brincar é o instrumento motivador da apropriação do conhecimento, onde a criança aplica os conceitos no concreto, desde discutir com seus colegas a melhor utilização de algum recurso para a brincadeira, até aprender aquilo que machuca e os cuidados necessários para brincar.

Muitas vezes esse brincar e essa exploração irão trazer sujeira ou alguns ralados no joelho. Apesar das diferentes ferramentas pedagógicas que temos na atualidade, o brincar segue sendo fundamental à criança. Tudo faz parte de um processo, onde a criança ainda está aprendendo a se organizar. Mas podemos ter certeza de que todos os aprendizados e vivências que passaram pelo corpinho deles foram verdadeiramente significativos.

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