A maternidade como um chamado divino

Uma das melhores coisas que aprendi desde que me tornei mãe é que os filhos tornam nossa vida colorida. E olhem o privilégio que temos: dar continuidade ao plano divino para a vida da espécie humana.


Claro, toda mãe é diferente, mas as demandas são quase as mesmas. Existem mães que além de seus filhos, cuidam de seus maridos, gerenciam suas casas e tem ainda um trabalho de meio período ou de período integral fora de casa. Algumas o fazem porque precisam, outras porque veem isso como parte do seu chamado e encontram formas criativas de interligar suas agendas, de maneira que não prejudicam o seu compromisso principal em casa.


A maternidade

Tudo é novo, a alegria de trazer um novo bebê para casa implica em uma mudança radical na vida cotidiana. Paz será algo bem raro. Quando ele adoece, a mãe sofre mais do que a criança. Leva para vacinar, acompanha o seu desenvolvimento cognitivo para ver se tudo funciona direitinho. Quantas noites passei em claro ao pé do berço da minha filha, com medo que algo lhe acontecesse enquanto eu dormia.


Ser mãe é desdobrar-se, trabalhando duro para não adormecer durante todo o dia, e ficar acordado para alimentar o bebê à noite. Nos sentimos sortudas se os pratos estiverem limpos, a roupa estiver pronta e ninguém estiver gritando.

As transições


As transições das fases da maternidade vão acontecendo rapidamente. Sonhamos que a criança será eternamente dependente e obediente. Aos 4 anos minha filha me perguntou: Mãe, como é teu nome?


Esta fase é tão divertida e nos dá tanta alegria. Filhos são herança o Senhor! Nesse momento temos a oportunidade de começar a moldar seus corações com princípios e valores eternos.


Salomão fala em Proverbios 22.6 - “Ensina teu filho quando pequeno o caminho que ele deve andar e quando crescer jamais se esquecerá dele”.


“Mãe, você não precisa segurar minha mão quando atravessarmos a rua - disse ela - eu já tenho 10 anos”. Depois de tanto tempo como mãe, pegando sua mão, é tão instintivo que eu nem percebi. Pergunte a uma mãe de adolescentes e, muito provavelmente, ela será capaz de dizer exatamente quando seu filho anunciou que ele estaria indo de ônibus para a escola a partir de agora, ou que na hora de dormir não precisava mais ir ao seu quarto se despedir.


Desde o nascimento, nossos filhos estão se afastando de nós, mas o ritmo parece acelerar a cada aniversário. Depois de amarrar tantos cadarços, esquartejando tantas maçãs e cortando tanto macarrão em comprimentos menos propensos a engasgar, somos feitas redundantes nas ligeiras e estonteantes etapas de suas vidas.


Depois de todos esses anos, de repente não somos mais “necessárias”! Eles podem cortar suas próprias maçãs, amarrar seus próprios cadarços e, se esquecermos de comprar espaguete no caminho para casa, eles podem ser mandados de volta para comprá-lo.


Esta fase é caracterizada por uma montanha russa emocional. Aprendemos como a empatia é necessária e também aprendemos que, às vezes, é necessário deixar nossos filhos resolver seus próprios sentimentos.


Eles são barulhentos, excitados, divertidos e loucos e, embora seja um momento difícil, é tão memorável. Houve momentos em que desejávamos que nossos filhos não fossem tão independentes, que fossemos mais essenciais para suas vidas diárias. Mas, mesmo assim, tenho esse consolo: no outro dia, minha mãe e eu saímos para almoçar e, enquanto esperávamos para atravessar para o nosso carro estacionado, ela estendeu a mão e pegou minha mão. O ciclo recomeçou no outro lado da linha.


A maturidade

As estações da vida mudam e quando já adultos, os filhos começam a fazer suas escolhas e você é capaz de falar em suas vidas através de suas experiências. Ainda é intenso, mas de um jeito diferente de ser mãe, e essa temporada fala de promessas e do futuro.


A presença paterna é fundamental

A função paterna, por sua vez, garante limite, proteção e direção. O casal ainda transmite à criança padrões de relacionamento quanto à sexualidade, afetividade e companheirismo. Por meio dessa herança, o ser humano vai construindo sua identidade e aprende a se relacionar.


A cada fase do ciclo familiar, o equilíbrio anterior é rompido para dar lugar ao novo. Após vinte e poucos anos os filhos se vão, e o casal estará novamente sozinho. Aí, é necessário investimento no relacionamento e muita parceria para enfrentar esse novo tempo.


Aceitando seus papéis, o casal irá equilibradamente transmitir aos filhos a ordem, obediência e temor a Deus, e no final alegrar-se com o sentimento de missão cumprida! Feliz maternidade para todas as Mães!


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