Redes sociais: o excesso é perigoso?

Para a grande maioria das pessoas, poderíamos dizer, dolorosamente, que: excesso tornou-se palavra sinônima de redes sociais. Logo, como todo excesso – seja qual for ele – para a maioria das pessoas, as redes sociais estão tornando-se um meio, não de comunicação, mas de destruição; e o que é pior: um meio de destruição a partir da essência do ser humano; essência esta que é viver em intimidade e amor com o seu Senhor.


O homem justo, ou seja, aquele(a) que procura ajustar-se aos princípios do Reino, dando a Deus e aos irmãos aquilo que lhes é de direito, este é chamado a viver pela fé (Cf. Rm 1.17) Mas, o que é a fé? “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê”. (Hb 11.1) E como a fé posiciona-se no interior da alma? Ela posiciona-se da seguinte forma: ela encontra-se entre aquilo que é o óbvio, com aquilo que é o absurdo, ou seja, é entre o óbvio e o absurdo que a fé dá-se em nós; por isto a certeza a respeito do que não se vê, mas ao mesmo tempo, não se caindo em algo absurdo.


A obscuridade da fé – devido a não obviedade – é o instrumental, o meio, pelo qual Deus nos ilumina, acerca das verdades eternas, princípios e fundamentos; Deus quer nos iluminar e nos falar de Suas verdades. Como, em uma noite escura, será possível ver o brilho das estrelas? Apagando as luzes da cidade! Com as luzes da cidade acesas, vemos uma e outra estrela, no máximo; quando apagadas, somos capazes de ver uma galáxia, várias constelações.


Amados irmãos e irmãs, se queremos – e nós queremos! – ver, tocar e experienciar estas estrelas, que são as verdades eternas, há nos iluminar para uma vida em Deus, deveremos tomar a decisão de apagar, quase em sua totalidade, estas luzes, estas lanternas, visibilizadas em redes sociais. Por que lanterna? Porque na hora em que mais precisarmos da luz da verdade, esta lanterna não dará conta e, a pilha, não poderá proporcionar o que a verdadeira luz pode nos dar; Jesus é a luz do mundo! (Cf. Jo 8.12)


Estas luzes que devem ser apagadas são as luzes dos sentidos; as redes sociais estão inflamando os nossos sentidos. Nunca, na história da humanidade, teve-se um ser humano tão disperso, indiferente às realidades do Reino, sexualizado, superficial, vazio, animalizado. Como ter uma vida de oração, de intimidade com Deus, com seis horas de TV por dia? Como, permanecendo, da manha à noite, “pendurados” no WhatsApp, Facebook, Instagran, dentre outros meios? Para dizer: como ter uma vida de intimidade com a Palavra Divina, com horas de redes sociais, de internet? Como escutar Deus através da vivência familiar, com a internet transformando famílias em “famili-ilhas”, ou seja, cada membro familiar completamente isolado em meio a um oceano de egoísmo, da superficialidade relacional?


É preciso que desliguemos estas luzes, para matar a concupiscência dos olhos, da carne, enfim, dos sentidos, que, por sua vez, gera a cegueira espiritual. Como meditar e possuir uma vida de interioridade e profundidade espiritual, ofuscados pelas bobagens do mundo?


Limitemos o uso das redes sociais! Utilizemos as redes sociais para buscar crescimento, para buscar as coisas de Deus. A internet é bênção! O problema é quando a transformamos em “infernet”. A “infernet” – internet em desequilíbrio, excesso – possui o poder de nos mergulhar na concupiscência da carne, dos sentidos.


Durante séculos, a humanidade viveu sem estes meios de comunicação – TV e Internet. Ninguém morreu por isto; pelo contrário: tinham mais qualidade de vida do que a maioria de nós, com todo conforto que possuímos e que não havia. Qual era o segredo destes nossos antepassados? Simplesmente priorizavam a realidade, à virtualidade!


Que belíssimo propósito e alvo, poderíamos colocar, juntamente com os propósitos e alvo já pré-estabelecidos: transformar a nossa “infernet” em internet, ou seja, uma relação sadia com os meios de comunicação que possuímos, para que a verdadeira comunicação aconteça: Cristo em mim e eu em Cristo. E, fazermos das palavras do Apóstolo Paulo, as nossas: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. (Gl 2.20)

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