Quando a vida perde o sentido!

Aqui no sul do País, por vezes temos a oportunidade de vivenciar as sensações das quatro estações em uma mesma semana: desde um dia extremamente frio, podendo chegar a temperaturas abaixo de 0º, até a um calor insuportável de 40º. As emoções que vivemos no nosso dia a dia também podem alterar e se modificar com essa mesma intensidade, dependendo da situação vivenciada e da percepção que se tem dela.


Você já ouviu falar sobre o voo US Airways 1549, com 155 passageiros, que viajava de Nova Iorque para Carolina do Norte em Janeiro de 2009? O avião precisou fazer um pouso forçado sobre o rio Hudson seis minutos após decolar devido a perda de força do motor ao se chocar com algumas aves enquanto ganhava altitude. O inusitado foi que o piloto conseguiu pousar com segurança na água e todos os 155 passageiros foram resgatados com vida.


Bem, o que quero trazer com essa história é uma reflexão sobre as diversas formas de percepção que cada um poderia ter diante dessa experiência. O que será que as 155 pessoas sentiram ou pensaram após perceberem que saíram ilesas de uma possível tragédia? Será que todos tiveram a mesma reação? Obviamente que não, pois cada ser humano pode ter percepções e emoções diferentes frente a uma mesma situação.


Para alguns a angústia tomaria conta de tal forma que decidiriam nunca mais voar devido ao perigo que um avião pode ocasionar. Outros ficariam felizes e aliviados por terem sidos salvos. Ainda há alguns que poderiam pensar em aproveitar o máximo de suas vidas viajando cada vez mais.


As nossas emoções se movem a partir do significado que damos a cada evento ou situação que vivenciamos. Portanto, o que nos incomoda não são os fatos em si, mas a maneira como interpretamos aquilo que nos acontece. Dessa forma, muitas pessoas vão perdendo o sentido da vida mediante as percepções negativas que vão construindo sobre suas experiências.


Todos nós passamos por momentos difíceis e, muitas vezes, nos encontramos em situações que parecem não ter solução. Frente a algum trauma, decepção ou frustração que nos causam medo, tristeza ou ansiedade, podem surgir pensamentos e sentimentos de desamor, desamparo, desvalor, baixa estima, entre outros. Com isso, podem-se construir ideias negativas de que “nada mais faz sentido na vida”, “tudo é muito difícil”, “nada dá certo para mim”, “eu não faço diferença na vida de ninguém”, “eu sou um lixo”, “não mereço ser amado (a)”, “não mereço perdão”, “tudo perdeu a graça e para mim tanto faz se eu viver ou morrer”.


Esses pensamentos trazem consigo sentimentos de desesperança, em que nada mais parece fazer sentido. Muitas vezes, o desejo de morrer acaba parecendo a única luz no fim do túnel. Geralmente este sentimento de querer morrer está muito mais ligado a intenção de eliminar o sofrimento e fugir da realidade de vida, do que ao desejo de morrer em si.


O que precisamos saber é que este sofrimento psicológico poderá diminuir no momento em que mudarmos nossa relação com as experiências que temos e entendermos que passaremos por momentos ruins na vida. Sofrer faz parte de nossas vivências, pois no mundo enfrentamos diversos tipos de perdas e isso nunca é agradável.


O sofrimento vem quando há divergência entre a forma como gostaríamos que as coisas fossem, e como elas são no momento. Nem sempre a vida será da forma como gostaríamos, mas precisamos saber que existe um futuro passível de mudanças, de acordo com as nossas escolhas.


Exercitar a gratidão pelas pequenas coisas e valorizar aquilo que você tem lhe ajudará a dar sentido à sua vida. O que faz uma pessoa continuar a dizer sim à sua vida é dar a ela um sentido. Quando estamos com uma visão negativa das coisas não conseguimos olhar ao nosso redor e ver o que temos de bom. Porém, retirando estes “óculos escuros”, tenho certeza que encontraremos muitos motivos para nos alegrarmos e seguirmos em frente.


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