O tempo e a criança!

Inicio este artigo com uma frase que desde a primeira vez que a li me chamou muito atenção. Ela diz: “A infância é o tempo especial da vida para ser criança”. Na infância o tempo parece não passar. Embora a evolução das coisas tem levado as crianças a um formato de vida quase adulta, é imprescindível atentar para as necessidades básicas de cada uma, e é no lar que elas devem ser supridas


Os filhos estão crescendo em circunstâncias muito diferentes daquelas experimentadas pelos seus pais. Isso nos indica que bons pais são mais necessários do que nunca e que moldar vidas exige tempo, tolerância, paciência, fé, abnegação, amor e trabalho.


Nada é mais compensador do que observar uma criança seguindo em direção à maturidade, independência e saúde emocional. Jamais teremos uma oportunidade maior que a de ajudar nossos filhos a se tornarem pessoas que aceitam suas responsabilidades e experimentam uma vida reta. Ao tomar consciência da enorme tarefa que é a de criar filhos, podemos ficar paralisados pelo medo e sentir-nos vencidos pelos perigos dessa missão. Ou, diferente disso, temos a oportunidade de fortalecer-nos pela fé e percebermos o potencial e inúmeras possibilidades que esse desafio carrega.


O desenvolvimento saudável da criança vai muito além uma boa alimentação. Elas precisam de significados e de um sentimento sadio de valor pessoal. É doloroso viver acreditando que não temos valor ou não gostando de nós mesmos. A pessoa que se julgar pouco importante não irá viver bem. Todo ser humano necessita ser notado e reconhecido como uma pessoa de valor e com as crianças não é diferente.


Certa vez um professor levou as crianças da educação infantil para fazerem um passeio num laticínio. Após algumas explicações, ele perguntou: “Alguém quer fazer alguma pergunta?”. Uma mãozinha levantou-se e disse: “Você viu minha camiseta nova”?


Quando uma criança expressa um comportamento positivo mas não é notada, ela pode acabar recorrendo a atitudes inadequadas a fim de ser percebida pelos pais. Pode ter comportamentos como derramar o leite na toalha, jogar as coisas no chão, destruir brinquedos, ter crises de raiva, gritar em lugares públicos para ser notada. Quando essa criança cresce e se transforma em um jovem, sem ainda sem ter encontrado o sentido da vida, ela pode ter atitudes como correr em alta velocidade com o carro para chamar a atenção das outras pessoas ou assumir modismos e comportamentos estranhos.


Como essas necessidades básicas de significado podem ser supridas?

Nada é mais importante para a felicidade de uma criança do que o amor dos pais um pelo outro. Se os pais estiverem felizes e satisfeitos um com o outro, essa felicidade será transmitida para a criança. Os pais devem mostrar afeição, e amor na frente dos filhos. “A falta de afeição entre os pais é a maior causa de delinquência que conheço” diz o juiz Philip Gillian. Cuidem-se, deem-se atenção, sejam colaboradores, gentis e afetuosos.


Os filhos não devem ser o centro das atenções do casal. O resultado disso são crianças egocêntricas e “O que posso ganhar?” torna-se o lema principal de suas vidas. A criança precisa saber que ela completa a alegria do casal e que faz parte de algo que já existe. O centro correto é o relacionamento marido-mulher. O afeto na família aumenta a alegria e o prazer da vida. Famílias afetuosas proporcionam saúde física, emocional e crescimento espiritual. Os homens e mulheres oriundos de famílias afetuosas estão mais bem armados para lidar com as frustrações e desapontamentos da vida diária. Podem também, mais facilmente, atingir objetivos comuns.


O afeto é uma ligação emocional a outra pessoa. Isso inclui carinho, amor e devoção. As crianças desenvolvem-se com carinho e aprendem a ser afetuosas e delicadas com a família, amigos e vizinhos, através dos exemplos que recebem. Os pequenos imitam o que fazemos, o que somos e o que queremos ser. É por isso que dizer apenas “Faça isto” ou “Não faça aquilo” não dará resultados, pois o que é feito às crianças, elas farão à sociedade.



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