DEPRESSÃO EM TEMPOS DE INTERNET

Considerada uma doença silenciosa, a depressão por vezes é ignorada. Mudanças de hábitos, oscilações de comportamento, insônia, são alguns dos sinais de que alguma coisa não vai bem na saúde mental da pessoa. Neste contexto, a internet surge como uma válvula de escape onde supostamente há carinho, apoio e amor.


De um modo geral, a sociedade está sendo forjada por valores instáveis, consumismo, competitividade, estresse, e globalização. Como consequência deste ritmo acelerado da vida moderna, o uso das ferramentas tecnológicas se impõe com as melhores e mais rápidas respostas aos nossos problemas, desejos e questionamentos. Como se fossem nossas melhores amigas e orientadoras, depositamos nas redes sociais nossas expectativas, conquistas e sonhos, esperando soluções prontas, que muitas vezes são dissimuladas, enganosas e equivocadas.


O uso excessivo das redes sociais por pessoas com potencial para desenvolver depressão pode ser altamente prejudicial devido à falta da recompensa real. Quando publica-se algo no ambiente digital, se espera empatia através de curtidas, compartilhamentos e seguidores. Se este reconhecimento não acontece, a pessoa se sente frustrada e tende a se deprimir ainda mais.


Levadas pela falsa ideia de acolhimento, valorização e visibilidade proposta pela internet, pessoas depressivas podem mascarar os sofrimentos mais profundos, evitando buscar suporte médico para tratar a doença. Jovens vítimas de Bullying isolam-se socialmente, mergulhando numa solidão perigosa e cruel. Na rede social, tudo parece lindo, todos aparentam empatia, solidariedade e mútua ajuda, mas, na maioria dos casos, é só uma fachada de egocentrismo e individualismo generalizado.


As interações verdadeiras nas redes sociais devem começar com as reais, nas relações familiares, nos grupos religiosos e entre os amigos. O principal acolhimento deve vir pelo afeto, pelo abraço, pelo toque na pele, deve ser real. É difícil, até impossível para alguns, fugir dessa interação virtual, porém, quanto maior o quadro do transtorno depressivo, maior deve ser o esforço para minimizar os efeitos nocivos da internet sobre a pessoa fragilizada pela depressão. Fique atento! A qualquer sinal de depressão, procure ajuda médica.



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